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Santa Sé: mundo precisa de líderes políticos e sociais guiados pela ética

Santa Sé: mundo precisa de líderes políticos e sociais guiados pela ética

O observador permanente da Santa Sé junto à Fao, Mons. Arellano, evidencia que os atores internacionais muitas vezes acobertam a falta de uma ética adequadamente sólida. Daí, a evocação à responsabilidade dos líderes políticos e sociais, “chamados a avaliar o impacto moral das ações das quais se fazem promotores”, conscientes de que “toda iniciativa de amplo alcance que se queira levar adiante, além de incidir na vida concreta de milhões de pessoas, contribui significativamente para difundir uma determinada mentalidade”

Cidade do Vaticano

Os dilemas que incidem o setor agrícola e alimentar são muitos, e são poucas as certezas sobre como evitar riscos catastróficos para o ambiente – ventilados pela comunidade científica –, que colocam em risco a saúde humana e comprometem um futuro de prosperidade e paz para toda a humanidade. Nesse cenário é necessário refletir e agir segundo princípios éticos que possam dar respostas capazes de dominar os eventos e não ser submetidos pelos mesmos.

Desenvolvimento sustentável exige sistema alimentar équo

Essa premissa não declarada, mas subentendida, que esteve presente nos pronunciamentos dos relatores no Seminário, esta quarta-feira (13/11) em Roma na sede da Fao – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – , centralizado na ideia de um desenvolvimento sustentável a partir de um sistema equânime produtivo e distributivo dos recursos alimentares.

Introduzido pelo presidente da Fundação Ratzinger, Pe. Federico Lombardi, S.J., e pela vice-diretora geral da Fao, Maria Helena Semedo, o encontro teve as intervenções do presidente da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, Stefano Zamagni; do embaixador da Itália junto à Santa Sé, Pietro Sebastiani; do reitor da Pontifícia Universidade Lateranense, Vincenzo Buonomo; e do observador permanente da Santa Sé junto à Fao, Mons. Fernando Chica Arellano.

Zamagni: não a uma cultura de aceitação acrítica

Entre os perigos à espreita em nosso tempo, encontra-se, advertiu o prof. Zamagni em sua relação-guia, aquela espécie de “aceitação acrítica do que está ocorrendo”. “Bastam poucos dados para dar-nos conta da medida do que está em jogo”: a população mundial passará dos atuais 7 bilhões e 200 milhões para quase 10 bilhões em 2050. Por conseguinte, segundo o Banco Mundial, a produção agrícola deverá crescer 70%, com um aumento de 30% das terras cultivadas.

Gerir aumento de produção agrícola e consumos de carne

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