Paróquias e comunidades na Diocese de Pesqueira iniciam novenário da Virgem da Conceição

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Seis paróquias e dezenas de comunidades dão início neste domingo (29) ao novenário dedicado a Nossa Senhora da Conceição, festa litúrgica a ser celebrada solenemente no dia 8 de dezembro, sob o dogma da Imaculada Conceição proclamado pelo papa Pio IX  em 1854.

Na maioria das paróquias e comunidades, a festa acontece de modo virtual por conta da pandemia da Covid-19. Atividades tradicionais como a procissão de encerramento serão substituídas por uma passeio da imagem pelas ruas da cidade simbolicamente abençoando os fiéis.

As paróquias titulares de Nossa Senhora da Conceição, na Diocese de Pesqueira, são: Alagoinha, Belo Jardim, Fazenda Nova, Pesqueira (Convento Franciscano), Sertânia e Pedra.

 

O dogma da Imaculada Conceição

Em 8 de dezembro de 1854, o papa Pio IX proclamou, com a bula “Ineffabilis Deus”, o dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria, ou seja, que Nossa Senhora foi preservada por Deus, desde o instante da sua concepção, pelos méritos da redenção de Cristo, do pecado original que mancha todos os homens devido à transgressão de Adão, a fim de preparar a mais perfeita Mãe para o seu Filho.

Assim falou o Papa em sua promulgação do Dogma:

Nós declaramos, decretamos e definimos que a doutrina segundo a qual, por uma graça e um especial privilégio de Deus Todo Poderoso e em virtude dos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada de toda a mancha do pecado original no primeiro instante de sua conceição, foi revelada por Deus e deve, por conseguinte, ser crida firmemente e constantemente por todos os fiéis.

A definição do dogma da Imaculada Conceição constituiu um longo caminho de discernimento, no qual o “sensus fidelium” teve um papel muito importante. De fato, o sentir do povo fiel esteve à frente da formulação do dogma já desde os primeiros séculos do cristianismo.

O povo cristão acreditou e defendeu intensamente a verdade da pureza de Maria desde os inícios, sobretudo no Oriente, onde os Padres da Igreja a definiam como a “Panaghia”, a toda santa, santificada pelo Espírito Santo, “lírio puríssimo”, “imaculada”.

O dogma da Imaculada levou à culminação um longo caminho de discernimento teológico e doutrinal da Igreja e foi recebido com grandes festejos, adquirindo, poucas décadas depois, o caráter de solenidade com vigília, como as grandes festas do calendário cristão.

 

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