MENSAGEM POR OCASIÃO DO DIA DO CATEQUISTA

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Queridos Catequistas,

Dirijo-me a vocês, neste dia especial, lembrando a todos inicialmente o nosso Projeto Pastoral. No corre-corre da vida, ele pode ficar um pouco escondido e nós perdermos o rumos de onde queremos chegar e para onde estamos caminhando. Em obediência e fidelidade ao mandato missionário de Jesus ressuscitado – “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda criatura” – nós como Diocese queremos assumir o Objetivo Geral da Ação Evangelizadora no Brasil. Iluminados pelas indicações das Diretrizes Gerais, elaboramos assim o nosso Projeto Pastoral Diocesano. É importante, então, lembrarmos o Objetivo Geral da Igreja no Brasil para o quadriênio 2012-2015.

 Evangelizar,
a partir de Jesus Cristo,
e na força do Espírito Santo,
como igreja discípula, missionária e profética,
alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia,
à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres,
para que todos tenham vida
rumo ao Reino definitivo.

Nós, como Igreja diocesana,  queremos ser discípulos missionários de Jesus Cristo para fazer de nossa Diocese uma Igreja então missionária, acolhedora, casa de irmãos; uma Igreja alimentada e animada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia; uma Igreja que vive o espírito de comunhão; também uma Igreja que viva a serviço da vida e da esperança de todas as pessoas.

A alma do nosso Projeto Pastoral Diocesano é o encontro com Jesus Cristo. Ele é o começo, o centro e o fim  de toda a vida e ação da Igreja. Toda ação eclesial brota de Jesus e se volta para ele e para o Reino do Pai. Jesus Cristo é a nossa razão de ser, origem de nosso agir, motivo de nosso pensar e sentir. Nele, com ele e a partir dele, mergulhamos no mistério trinitário, construindo assim nossa vida pessoal e comunitária.  Não há como executar planejamentos pastorais sem antes pararmos e nos colocarmos diante de Jesus em atitude orante, contemplativa, fraterna e servidora. Somos então convocados.

Mas o que há em Jesus Cristo que desperta o nosso fascínio, faz arder o nosso coração, leva-nos a deixar tudo e, mesmo diante de nossas limitações e fraquezas, afirmar o incondicional amor por ele? A paixão por Jesus Cristo leva ao arrependimento, à verdadeira conversão pessoal e pastoral. Por isso, devemos sempre nos perguntar: estamos convencidos mesmo de Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida? O que significa para nós hoje o Reino de Deus por ele instaurado e comunicado?

Viver o encontro com Jesus Cristo torna o discípulo missionário firmemente enraizado e edificado nele. Este é um pouco do coração do nosso Projeto Pastoral. Entre os vários projetos que elaboramos pra atingir a alma do nosso Projeto Pastoral, pensamos em uma “Escola Catequética Diocesana” que se iniciou em 2013 e termina este ano. E por que uma escola? Porque “não se começa a ser cristão por uma decisão ética, mas pelo encontro, com um acontecimento com a pessoa de Jesus Cristo” que é sempre mediado por pessoas de fé, pela ação da Igreja.

Desde o concílio Vaticano II,  a Catequese não é mais vista como transmissão de doutrinas mas como princípio de interação entre fé e vida. O catequista é pessoa integrada com o seu tempo e com a sua gente. Ele assume cada vez melhor a sua missão à medida que conhece e é sensível à defesa da vida e das lutas do povo, que olha o mundo com os mesmos olhos com que Jesus contemplava a sociedade de seu tempo. Assumir a missão catequética é cuidar com esmero de sua auto-formação. Não basta boa vontade para ser catequista. É preciso uma formação permanente, assumida com responsabilidade e perseverança. O catequista bem preparado cria laços, cultiva amizades, presta atenção nas pessoas, está atento a pequenos gestos que geram comunhão. Neste sentido, a nossa Escola de Catequese caminha com muito sacrifício e disponibilidade com abnegados catequistas. Não tem sido fácil caminhar nessa escola. A coordenação sabe bem disso. Mas vamos concluir, certamente, com chave de ouro esta caminhada de dois anos de formação, de acompanhamento dos nossos amados e queridos catequistas.

Não existe também catequese sem família. Hoje existe um fosso muito grande entre catequese dos filhos e a família. Os filhos aprendem os fundamentos da fé que não são respeitados e nem considerados em casa. Os filhos recebem a proposta do discipulado, mas em casa muitas vezes os valores são outros.  A missa é importante, a catequese é necessária, mas é considerada muitas vezes pela família um peso. Muitos pais nunca saíram daquela catequese infantil de princípios religiosos estacionados na cabeça. A maior parte das famílias é terra fértil, mas carente de uma semeadura para crescer na fé e empenhar-se num estilo de vida marcado pelo discipulado. Eis aí o desafio que  catequese de nossos tempos tem pela frente.

Rezo hoje para que os catequistas de nossa Diocese, do Brasil e do mundo sejam abençoados e abençoadas no seu ministério pastoral.

Parabéns! Recebam o meu abraço, meus amados e queridos catequistas. Fiquem com Deus, com a proteção de Nossa Senhora e de São José, padroeiro de nossa Diocese.

 Recebam a minha bênção de Pastor.

 + José Luiz Ferreira Salles, CSsR
Bispo de Pesqueira-PE

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