Mensagem para o Dia de Oração pela Santificação do Clero

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Por ocasião do encontro do Clero Diocesano no dia de hoje (26), na celebração da santa Missa, Dom José Luiz Ferreira Salles dirigiu a homilia ao seu presbitério. Destacamos aqui alguns pontos de sua reflexão.

“Desde o dia 25 de março de 1995 que, por proposta da Congregação Romana para o Clero, o então Papa João Paulo II declarou a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus como o Dia de Oração pela Santificação dos Sacerdotes. O seu objetivo é ajudar aos sacerdotes a configurarem-se cada vez mais com o coração de Jesus, único Bom Pastor. Reconheço que os nossos padres fazem um notável esforço para servirem às comunidades que lhes estão confiadas e disso sou testemunha pelos contatos que, ao longo destes dois anos na Diocese, ja fiz e continuo ainda a fazer com cada um de vocês. Pelo que me é dado verificar, é certo fazer ainda mais e melhor, se aperfeiçoássemos a nossa cooperação sacerdotal, mas o volume de trabalho realizado em dúvida é notável.

Temos razões para dar graças a Deus pelos nossos sacerdotes, pela sua generosa entrega á missão sacerdotal. O poder e a força da graça de Deus são visíveis na vida e na ação de cada um de voc~es que dedicada e generosamente muitas vezes vão além dos limites das suas forças físicas.

Queria lembrar hoje o Papa Francisco no encontro com os padres de sua diocese, em março deste ano, em Roma. Ele faz um breve intinerário do que é ser padre hoje. Vou lembrar apenas alguns pontos:

– Os sacerdotes devem ter um coração que se comova porque “os sacerdotes assépticos não ajudam a Igreja”. A Igreja de hoje pode comparar-se a um “hospital de campanha”. Precisamos curar as feridas… Há muitas pessoas feridas por problemas materiais, por escândalos, inclusive na Igreja… Gente ferida pela ilusões do mundo”.
– Os sacerdotes devem manter viva a mensagem da misericórdia através da pregação, nos gestos, nos sinais, nas decisões pastorais, no exemplo, na prioridade ao Sacramento da Reconciliação. “Em particular, o sacerdote mostra as entranhas da misericórdia na administração do sacramento da Reconciliação. Ele demonstra com toda a sua atitude, com a maneira de acolher, de escutar, de aconselhar de absolver… Mas isto depende de como ele mesmo vive o sacramento em primeira pessoa. Se o vive dentro de si, em sue próprio coração, pode também dá-lo a outros no ministério”.
– A misericórdia, por outro lado, nos acompanha no caminho da santidade, nos faz crescer. Em que sentido? Através do sofrimento pastoral que é uma forma de misericórdia. O que significa o sofrimento pastoral? Significa sofrer com e pelas pessaos, como um pai e uma mãe sofrem pelos seus filhos, e me permito dizer inclusive com ânsia”

Que Nossa Senhora, Mãe dos sacerdotes, conceda a todos o dom da perserverança e da dedicação cada vez maior de cada um em prol do Reino do seu Filho, o Bom Pastor.

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