Em Consistório, Papa fala dos cristãos no Oriente Médio

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O Papa Francisco presidiu na manhã desta segunda-feira, 20, o Consistório Ordinário Público para a canonização dos beatos Giuseppe Vaz e Maria Cristina da Imaculada Conceição. Participam da reunião também os patriarcas do Oriente Médio para informar os membros do Colégio Cardinalício sobre a atual situação dos cristãos nesta região. O Consistório acontece após o término do Sínodo da Família neste domingo, 19. Além de ser dedicada a essas duas causas de canonização, a reunião também se concentra na questão do Oriente Médio, em particular a situação dos cristãos, algo que está no coração do Papa.

“Temos em comum o desejo de paz e de estabilidade no Oriente Médio e a vontade de favorecer a resolução dos conflitos através do diálogo, da reconciliação e do empenho político. Ao mesmo tempo, queremos dar a maior ajuda possível às comunidades cristãs para apoiar a sua permanência na região. Como já tive oportunidade de reiterar várias vezes, não podemos nos resignar a pensar no Oriente Médio sem os cristãos, que há dois mil anos confessam o nome de Jesus”, disse Francisco. O Santo Padre destacou a preocupação com os últimos acontecimentos, sobretudo no Iraque e na Síria. Trata-se de um cenário de terrorismo em que tantos cristãos são perseguidos e obrigados a deixarem suas casas de forma brutal. “Parece que se perdeu a consciência do valor da vida humana, parece que a pessoa não conta e pode ser sacrificada por outros interesses. E tudo isso, infelizmente, na indiferença de tantos”.

Toda essa situação requer, segundo o Papa, além da oração constante, uma adequada resposta por parte da Comunidade Internacional. Ele manifestou sua expectativa de que o Consistório de hoje possa trazer reflexões e sugestões válidas para ajudar esses cristãos que sofrem.

Íntegra das palavras do Papa.

Eminências, queridos patriarcas e irmãos no episcopado,
 
Após o fechamento da terceira Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre família, quis dedicar este Consistório, além de algumas causa de canonização, a uma outra questão que está muito no meu coração, ou seja, o Oriente Médio e, em particular, a situação dos cristãos na região. Agradeço-vos pela vossa presença.
Temos em comum o desejo de paz e de estabilidade no Oriente Médio e a vontade de favorecer a resolução dos conflitos através do diálogo, da reconciliação e do empenho político. Ao mesmo tempo, queremos dar a maior ajuda possível às comunidades cristãs para apoiar sua permanência na região.
Como tive a oportunidade de reiterar várias vezes, não podemos nos resignar a pensar no Oriente Médio sem os cristãos, que há dois mil anos confessam o nome de Jesus. Os últimos acontecimentos, sobretudo no Iraque e na Síria, são muito preocupantes. Assistimos a um fenômeno de terrorismo de dimensões antes inimagináveis. Tantos nossos irmãos são perseguidos e tiveram que deixar suas casas também de maneira brutal. Parece que se perdeu a consciência do valor da vida humana, parece que a pessoa não conta e pode ser sacrificada por outros interesses. E tudo isso, infelizmente, na indiferença de tantos.
Esta situação injusta requer, além da nossa constante oração, uma adequada resposta também por parte da Comunidade Internacional. Estou seguro de que, com a ajuda do Senhor, do encontro de hoje virão válidas reflexões e sugestões para poder ajudar os nossos irmãos que sofrem e para ir ao encontro do drama da redução da presença cristã na terra onde nasceu e de onde se difundiu o cristianismo.

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