Diocese de Pesqueira acolhe representantes dos países da América Latina para discutir sobre gestão de água

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Iniciou hoje, 27, o Encontro “Diálogos e Convergências: Gestão de Água em cenários de estresse hídrico” no Hotel Estação Cruzeiro, na cidade de Pesqueira, Pernambuco, Brasil. O evento está sendo realizado pela Fundação Avina em parceria com a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA) e com a Cáritas Diocesana de Pesqueira. Representantes de organizações não governamentais e entidades governamentais da Argentina, Bolívia, Chile, Guatemala, Nicarágua, México e alguns estados brasileiros, São Paulo, Ceará e Pernambuco, estarão reunidos até a próxima sexta-feira, 29.

O dia iniciou com uma apresentação regional dos Caiporas ao som do Grupo de Frevo para animar os participantes, que, conheceram um pouco da cultura pesqueirense marcada pelo Carnaval dos Caiporas. Em seguida, a Gerente Programática da Avina, Telma Rocha, abre o encontro, segundo a mesma, o objetivo desse encontro é promover o debate e troca de experiências de políticas integradas desenvolvidas em regiões semiáridas. Além da chegada dessas tecnologias, é importante conhecermos o processo de articulação e mobilização.
Após essa acolhida, é formada a mesa de abertura, com o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Jonas Brito, com o representante da Diocese e Assessor Eclesiástico da Cáritas Diocesana de Pesqueira, Pe. Fábio, com Coordenador Executivo da ASA-PE, Edésio Medeiros, e, o Diretor Geral do Programa Estadual de Apoio ao Pequeno Produtor Rural (ProRural), Aldo Santos. Aonde cada participante expôs a importância do evento, e também os desafios encontrados na convivência com o semiárido de acordo com cada região.

“Enquanto igreja, esse encontro é muito importante, pois nos dá oportunidade da apresentação das ações que são desenvolvidas em todo território da Diocese de Pesqueira, tendo em vista o problema da seca, ou seja, a convivência com o semiárido. Além disso, também temos a chance de conhecer experiências de outros países que vivem outras realidades, e assim, podemos aprimorar os nossos conhecimentos”, enfatiza Pe. Fábio.

Além desse relato, para Edésio Medeiros, o evento tem uma importância simbólica, pois reúne representações do semiárido da América Latina. “O objetivo é comungar, para que possamos trocar conhecimentos, através das experiências de cada país e de cada entidade aqui presente. Além de intercambiar, é um momento de avaliação, enquanto organização, para que a gente possa se unir e melhorar cada vez mais esse debate de gestão da água, pois a crise hídrica não se trata apenas da zona rural, mas também afeta os centros urbanos”, ressalta o coordenador.

Logo após, iniciou as apresentações dos participantes e as experiências dos países, Paraguai, Chile, Nicarágua e Argentina. O Coordenador ARA Chaco da ONG Mingará, Julio Rodas, abre o momento, falando sobre a entidade que atua no Paraguai, através do desenvolvimento sustentável. Em seguida, a Diretora Executiva do Programa Chile Sustentable, Sara Larraín, apresenta a iniciativa: + Agua en Chile, que são experiências comunitárias para o acesso e a conservação da água em zonas de estresse hídrico. Seguidamente, um representante da Nicarágua, Rodolfo José Lacayo, explica o acesso de recursos hídricos em seu país. E para finalizar a roda de diálogos, a última experiência apresentada foi a da Argentina, com o Coordenador Nacional de Transferência e extensão do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA), José Garcia, que relatou os problemas encontrados devido à escassez de água. Conseguinte, abre o momento para perguntas, dúvidas e discussões.

No período da tarde, grupos foram divididos e puderam conhecer algumas características e experiências bem sucedidas no semiárido pernambucano, são elas: Sítio Carrapicho, localizado no município de Pesqueira, na residência do agricultor beneficiário, Seu Nelson, que mora em uma organização comunitária e possui tecnologias sociais de captação de água da chuva para consumo humano e produção. Sítio Canga, situado na cidade de Alagoinha, onde reside a agricultora Lúcia Galindo, que também possui tecnologias sociais, e além de consumo e produção, também é agroflorestal. E a Área Indígena de Pesqueira, que é marcada pela agroecologia e o uso consciente da água para o reaproveitamento sem o uso das tecnologias.

Ao fim da tarde, os participantes retornaram e realizaram a troca de conhecimentos e dúvidas. Além disso, também aconteceu uma exposição dos produtos da agricultura Familiar, produzidos pelos grupos de mulheres acompanhados pela Cáritas Diocesana de Pesqueira.

Fonte: Núcleo de Comunicação da Cáritas Diocesana de Pesqueira

 

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