Campanha mundial contra a fome e a pobreza é lançada no Recife

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Para comemorar seu aniversário de 20 anos, a Cáritas Brasileira NE2 com apoio da CNBB Regional NE2 lançam, em nível regional, a Campanha Mundial contra a Fome, a Pobreza e as Desigualdades. Com o tema “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas”, o coquetel de lançamento ocorre nesta sexta-feira, dia 14 de novembro, às 19h, no Cult Hotel no bairro de Boa Viagem, em Recife (PE). A campanha faz parte de uma mobilização mundial da Caritas Internationalis que articulou as 164 organizações membro para esse grande movimento em favor da vida, dos direitos humanos e da justiça social.

A Cáritas pretende com a campanha, que vai até 2015, sensibilizar e mobilizar a sociedade sobre a realidade da fome, da miséria e das desigualdades no mundo e no Brasil. A alimentação adequada e de qualidade é um direito humano e, por isso, deve ser garantido a todos os cidadãos e cidadãs de forma igualitária.
Participam do lançamento dom Genival Saraiva, bispo emérito da Diocese de Palmares; Ângelo Zanré, secretário da Cáritas NE2; e Maria Cristina dos Anjos, diretora executiva nacional da Cáritas Brasileira. Na ocasião, haverá uma mesa de diálogos com a participação de Tânia Bacelar, economista e socióloga, doutora em economia pública e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que falará sobre a questão da fome e pobreza com um olhar voltado para a região Nordeste, e Sônia Lucena, membro do Conselho Nacional e Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), que abordará o contexto da fome e da insegurança alimentar no Estado.

Além do lançamento da campanha mundial, a programação do evento que celebra os 20 anos da Cáritas Brasileira NE2 contemplará também uma mesa de apresentação com experiências desenvolvidas pela instituição, ao longo dessas duas décadas de trabalhos realizados em prol da sociedade. São elas: gestão de riscos e emergências; catadores/as de materiais recicláveis; infância, adolescência e juventude; convivência com o Semiárido; segurança alimentar e nutricional; e economia popular solidária.

A pobreza e as desigualdades no Brasil

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 57 milhões de pessoas ainda vivem em estado de pobreza, ou seja, sobrevivem com meio salário mínimo. Mesmo com programas de distribuição de renda promovidos pelo Governo Federal, 20% dos mais ricos ainda detém 63,8% da renda nacional, enquanto os 20% mais pobres acessam apenas 2,5% de toda a riqueza que é produzida pelo país.

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