Com a assessoria do Diácono Sérgio Douets, da Arquidiocese de Olinda e Recife, membros da Assembleia Diocesana de Pastoral, realizada no último sábado (7) nas regiões de Arcoverde, Pesqueira, Brejo da Madre de Deus e Belo Jardim, puderam avaliar e refletir sobre a caminhada da Diocese e seus desafios neste ano de 2020 com a pandemia da Covid-19.
O diácono levou os presentes a refletirem sobre o tema a partir de três enfoques: o impacto pessoal, o impacto eclesiológico e os desafios para o ano seguinte. Confira a síntese da palestra do assessor:
A IGREJA DIOCESANA DE PESQUEIRA NO PÓS-COVID-19
Impactos antropológicos
– A pandemia nos fez ver a nossa finitude e o medo que temos da morte.
– Ela nos forçou a sairmos do nosso ritmo frenético e nos acomodarmos em nossas casas, forçando-nos à solidão e a um estado de introspecção.
– Proporcionou maior tempo de convivência familiar em casa quando nos estávamos acostumados a isto.
– Sentimos a dificuldade de conviver conosco mesmos (solidão causa dor / incapacidade de estarmos sozinhos)
– Aumento dos conflitos familiares por conta da proximidade maior dentro de casa e o despreparo para a convivência.
– Fragilidade do sistema econômico incapaz de resolver a problemática.
Impactos eclesiológicos
– Templos fechados: necessidade de não fecharmos a Igreja. Aprendizado de uma nova forma de ser igreja; valorização da “igreja doméstica”.
– Surgimento de muitos falsos profetas promovendo “curas milagrosas”. Por conta da pandemia se apresentam impotentes e incapazes de promover as “curas”, mostrando a fragilidade de uma religiosidade pautada no engano e na autopromoção.
– Discrepância econômica entre as paróquias, causando a indiferença entre as mesmas e ausência de partilha.
– Fragilidade das paróquias em relação às estruturas administrativas e pastorais, aos leigos e leigas, sobretudo quanto ao bom uso e aproveitamento das redes sociais.
– Fortalecimento das PasCom’s paroquiais.
– Grande enfoque na dimensão litúrgico-devocional em detrimento da dimensão pastoral.
– Sensibilização das paróquias e comunidades, grupos e pastorais para a solidariedade.
Desafios para 2021
– Investir na formação da PasCom em nível diocesano e paroquial.
– Pensar todas as pastorais levando em conta o uso das mídias sociais em seus planejamentos e estratégias.
– Necessidade de um plano conjunto de formação para leigos e leigas em nível diocesano.
– Favorecer a Pastoral da Escuta frente à “crise de sentido”.
– Rever o descompasso entre a dimensão litúrgico-devocional e a dimensão pastoral nas atividades diocesanas e paroquiais.
– Intensificar o gosto pela PALAVRA em toda a Diocese, através do fortalecimento dos Círculos Bíblicos, estudos, etc. Como fazer?
– Fomentar o surgimento de pequenas comunidades eclesiais missionárias centradas na PALAVRA, com encontros interpessoais.
