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Dom José Luiz participa de Seminário Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Seres Humanos

Dom José Luiz participa de Seminário Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Seres Humanos

Dom José Luiz Ferreira Salles, CSsR, nosso bispo diocesano, participa nestes dias do III Seminário Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Seres Humanos.O evento em Brasília, de 5 a 7 de maio, reúne organizações da Igreja e da sociedade civil e discute, entre outros temas, como a Campanha da Fraternidade de 2014 (Fraternidade e Tráfico Humano) incidiu sobre o enfrentamento ao crime, chamado de escravidão dos tempos modernos. Organizado anualmente pelo Grupo de Trabalho (GT) de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo da CNBB e as instituições que o integram e tem por objetivo, além de analisar a repercussão da CF de 2014, aprofundar a reflexão teológico-pastoral sobre o tráfico e debater sobre o tema tráfico de pessoas e migrações,  reúne em torno de 80 pessoas de pelo menos 15 regionais da CNBB e conta com o acompanhamento do presidente do Serviço Pastoral do Migrante (SPM) dom José Luiz Ferreira Salles,CSsR,bispo da diocese de Pesqueira (PE) e membro da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e a Paz.

III SEMIN. 27
Dom José Luiz ao lado de Dom Sérgio da Rocha, Presidente da CNBB

O Tráfico no Brasil

De acordo com o Relatório sobre Tráfico de Pessoas de 2013, do Departamento de Estado dos Estados Unidos, o Brasil é país de origem, destino e trânsito para homens, mulheres e crianças submetidos à exploração sexual e trabalho escravo, entre outras modalidades, como tráfico de órgãos, adoção irregular, o ‘contrabando’ de imigrantes e a exploração de grupos indígenas.

O Brasil é considerado um dos campeões mundiais em relação às vítimas, responsável por 15 por cento das pessoas traficadas da América Latina para a Europa.

Há várias rotas internas e internacionais de tráfico de pessoas e vários destinos dentro e fora do país. Os números são imprecisos, em razão da invisibilidade e complexidade do crime que envolve redes criminosas internacionais.

As vítimas, segundo pesquisa do Ministério da Justiça (2005/2010), traficadas do Brasil para o exterior, são em sua maioria, da Bahia, Pernambuco e Mato Grosso do Sul, mas já é grande a preocupação com a exploração de meninas e tráfico de mulheres na área da Amazônia legal.

As principais rotas da exploração sexual apontadas, são Suriname, Suíça, Espanha, Holanda e Portugal. O trabalho escravo, no meio rural e nas cidades, também aparece entre as modalidades mais presentes, com mais de 45 mil vítimas resgatadas desde 1995.

No mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) o número de pessoas traficadas é de 4 milhões anuais, com uma renda ilícita de US$ 30 bilhões.

Atuar em rede

A alternativa encontrada pelas organizações que atuam no enfrentamento, prevenção ao crime e atendimento às vítimas, é atuar em rede. Desde 2010, o grupo de trabalho criado no âmbito da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz da CNBB, reúne pelo menos 10 organizações ligadas à Igreja, mas está aliado há muitas outras organizações da sociedade civil.

Um dos frutos foi a realização da Campanha da Fraternidade de 2014 que tratou e deu visibilidade ao tema.

Para o presidente da CNBB, dom Sérgio da Rocha a atuação desta rede demonstra que a saída é unir forças na sociedade e romper com a indiferença em relação ao tema.

“Eu fico muito contente de encontrar um grupo que se reúne com a consciência da gravidade do tráfico humano e disposto a se unir e a enfrentá-lo. Precisamos de gente que recorde à sociedade que o drama do tráfico humano continua acontecendo e que, nós não podemos ficar indiferentes. Aqui fica um aleta para que a gente não deixe passar este tema, como nos pede o papa Francisco, porque pessoas estão sofrendo, não fiquemos indiferentes”, exortou.

O Seminário ocorre no Centro Cultural de Brasília (CCB) e neste dia 7, irá refletir sobre ações e propostas entre os regionais da CNBB, encerrando por volta das 16h.

Fonte e fotos: Rede Scalabriniana de Comunicação

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