Paróquias dedicam janeiro e fevereiro para assembleias pastorais

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Como acontece todos os anos, os meses de janeiro e fevereiro em nossas paróquias e áreas pastorais são marcados por momentos de avaliação e planejamento. A Igreja orienta todas as paróquias a que realizem esses momentos importantes de planejamento e, sobretudo, de avaliação das atividades, priorizando a linha missionária, conforme indicação do Papa Francisco que tem insistido numa igreja “em saída”.

Um outro ponto importante para a dinâmica e eficácia da pastoral é a setorização, indicada pela CNBB em suas Diretrizes Gerais. Não dá mais para pensar numa paróquia que concentre tudo na matriz ou na sua sede. Experiências de setorização em toda a Diocese têm dado seus frutos enquanto aproxima mais a Igreja do povo e facilita o desempenho das atividades em vários âmbitos.

Um planejamento pastoral bem feito tem força e um papel profético de transformação da realidade

“Nosso mundo precisa urgente de ações efetivas rumo a uma sociedade mais justa e fraterna, e essas ações não podem ser pensadas da noite para o dia, mas devem ser bem planejadas”, desta forma o subsecretário adjunto de Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Deusmar Jesus da Silva definiu a importância das comunidades, paróquias, dioceses e demais esferas da Igreja desenvolver, neste início de ano, um bom planejamento pastoral.

“Se queremos ter uma diocese, paróquia ou comunidade bem preparada para responder aos desafios do tempo presente é preciso planejar, traçar metas e ter estratégias de ação”, disse. O planejamento pastoral, segundo o padre, permite que a Igreja enfrente, nos territórios onde atua, os desafios do mundo globalizado que atingem direta ou indiretamente nossas dioceses, paróquias e comunidades.

Para desenvolver um bom processo de planejamento pastoral, o padre chama a atenção para a importância de levar em consideração as orientações e pistas da ação evangelizadora oferecidas pelo papa Francisco e também pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

Um bom planejamento, orienta o religioso, precisa motivar a comunidade e partir de seus anseios, ver, julgar e iluminar a realidade, fixar objetivos gerais tendo em vista o agir para transformação da realidade. Avaliar e retomar o planejamento também são importantes segundo padre Deusmar. “O planejamento pastoral bem feito com respostas bem planejadas para poder enfrentar a realidade tem força transformadora, o que nos pede a missão profética”, disse.

É necessário também lembrar que o planejamento lida com as expectativas das pessoas. “Temos que lembrar sempre que estamos trabalhando com pessoas que carregam consigo medos, esperanças e expectativas quanto à ação pastoral. Por isso, deve ser gestada com o amor cristão e deve crescer à luz da fé”, adverte. Para o padre Deusmar a soma de procedimentos focados nos mesmos objetivos e metas é que farão do planejamento pastoral uma ferramenta de ação eficaz na gestão de uma diocese, paróquia ou comunidade.

CNBB

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