Padre Tarcísio Weber nos braços do Pai

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Faleceu na manhã desta sexta-feira (15), aos 80 anos, no Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo-RS, onde estava internado há dez dias, o Padre Tarcisio Weber, missionário da Sagrada Família,  que serviu à Diocese de Pesqueira durante muitos anos, especialmente na paróquia São Félix de Cantalice, em Buíque.

Padre Tarcísio Weber nasceu aos 23 de maio de 1939, em Cachoeira do Sul/RS, filho de Ângelo Weber e Honorina Basan. Mudou-se com sua família para a localidade de Pedregulho, município de Horizontina, onde cresceu e iniciou seus estudos.

Com 15 anos, em fevereiro de 1953, Tarcísio iniciou sua caminhada vocacional, na Escola Apostólica Sagrada Família, em Santo Ângelo/RS. Concluídos a Escola Média, foi admitido ao noviciado, que cumpriu em 1960, em Palma Sola/SC. Emitiu os primeiros votos no dia 11 de fevereiro de 1961, e ordenado presbítero aos 29 de junho de 1968.

Nos seus 61 anos de ministério, o Pe. Tarcísio desenvolveu sua missão principalmente na região Nordeste do Brasil. Antes disso, foi prefeito da Escola Apostólica Sagrada Família e membro da Equipe Vocacional (1973), vigário da Paróquia Sagrada Família de Santo Ângelo/RS (1975) e, depois, pároco da paróquia São Domingos, em Caibi/SC (1975-1978). A partir de 1978, atuou em várias paróquias e funções em cidades de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.

Entre as funções que desempenhou na região, duas merecem destaque, pela dedicação e vibração com que se entregou. A primeira, foi o ministério de formador no Seminário Menor de Buíque. Seu modo de ser e suas convicções deixaram profundas marcas naqueles que foram seus formandos. Em novembro de 1986, escrevia ao seu Superior provincial: “A Província do Norte manifesta ânimo e esperanças. Vocacionados surgem. Em Buíque, contamos com seis, e em Recife, com sete. Vejo um futuro mais fraterno e sorridente”. A segunda missão que desenvolveu com especial destaque foi a de reitor do Santuário Nossa Senhora dos Impossíveis e pároco em Patu/RN. Seu jeito simples, seu zelo pelo meio ambiente e sua generosa dedicação às pessoas marcaram romeiros e os paroquianos de Patu e cidades circunvizinhas.

A partir de 2008, o Alzheimer começou a mostrar sinais de progressão, o que o levou a deixar o Santuário de Patu (2009) e voltar a Buíque, onde esteve sob os incansáveis cuidados de um antigo formando e sua família. Em 2013, foi transferido para o Convento São José, em Recife, e, posteriormente, ao Lar de Nazaré, em Passo Fundo (2015). Ali celebrou, com visível alegria e não obstante o avanço implacável da enfermidade, seus 50 anos de ministério (2018). Há pouco tempo, seu estado se agravou com uma enfermidade na vesícula.

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