Documento 105 da CNBB – Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade

ESTUDO Nº 01

A CNBB e os leigos e leigas

A CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – têm, dentre as suas Comissões Pastorais, a COMISSÃO PASTORAL PARA O LAICATO, com a missão de congregar, assistir e acompanhar a atuação dos leigos e leigas na Igreja do Brasil.

Dentre os tantos documentos que a Conferência tem aprovado olhando para as realidades da Igreja, está o 105 “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade”, aprovado na Conferência de Aparecida no ano passado.

Como surgiu o Documento?

No ano de 2012, quando da celebração dos 50 anos do Concílio Ecumênico Vaticano II, momento que abriu a reflexão mais direta e clara da Igreja para a presença e atuação dos leigos e leigas na Igreja, com uma teologia bem elaborada sobre os mesmos. O Concílio trouxe muitos avanços sobre o modo de ver os leigos e leigas na Igreja e no mundo.

Em 2014, a CNBB teve como tema de sua Assembleia Geral a pessoa dos leigos e leigas. Uma comissão foi formada com a missão de elaborar a primeira redação de um documento sobre o assunto. Este documento, que recebeu o número 107 como texto de estudos,  foi apresentado na Assembleia e sofreu alterações e emendas. Foi enviado às dioceses e paróquias para ser estudado, recebeu centenas de emendas e sugestões e voltou para a Comissão da CNBB.

Em 2015, o texto já refeito considerando as sugestões que vieram das bases, foi apresentado aos bispos em sua Assembleia Geral e recebeu, novamente emendas e sugestões. Retornou às bases mais um ano para estudos e aprofundamentos. Daí saiu uma nova edição, o 107-A, ampliado e emendado.

Em 2016, a Assembleia teve como tema central os Leigos e Leigas. Chegou, finalmente, a hora de aprovar o Documento de modo oficial. Assim, surgiu o Documento 105 “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade.

Uma caminhada

O laicato ganhou sua visibilidade e força, de modo especial, a partir do Concílio Vaticano II, realizado entre os anos de 1962 a 1965, sob o pontificado dos Papas João XXIII e Paulo VI.  Em 1987, tivemos o Sínodo sobre os Leigos e Leigas, em Roma. Dali surgiu uma Exortação Apostólica, escrita pelo então Papa João Paulo II, chamada “Christifidelis Laici” (A vocação e a missão dos leigos na Igreja e no mundo).

A CNBB já tinha escrito outros documentos sobre os leigos e leigas. A exemplo o número 62 “Missão e Ministério dos Leigos e Leigas”, há 15 anos.

O título do Documento 105

Cristãos, leigos e leigas na Igreja e na Sociedade.

Cristãos. Os leigos e leigas são, inicialmente, cristãos. Isto dá aos mesmos um diferencial em sua missão. Antes de pensar em ser agente de pastoral, cada pessoa é cristã. Isso define sua vocação, sua identidade e sua espiritualidade. Essa marca se adquire pelo Batismo. O ser leigo ou leiga vem por opção como vocação.

Na Igreja. Presentes no âmbito eclesial, impulsionados pelo Batismo, os cristãos leigos e leigas são chamados a não somente estarem na Igreja mas, principalmente, a serem Igreja viva. Inseridos nos mais diversos campos de ação, cada um deve dar testemunho do seu ser igreja onde quer que atue no campo social e não apenas dentro das quatro paredes de um templo.

Na Sociedade. Se olharmos com atenção, perceberemos que as malhas da sociedade, em seus diversos campos e níveis (política, educação, economia, saúde, etc) é composta por leigos. É o mundo o seu campo principal de atuação, onde os leigos e leigas têm a missão de levar os valores do Evangelho. O Vaticano II dizia que a vocação e o modo de ser e agir dos leigos e leigas é nas realidades do mundo, como “sal da terra e luz do mundo” (cf. Mt 5, 13)

Na próxima semana, seguiremos com o Estudo nº 2

 

 

 

Compartilhe nas redes sociais